terça-feira, 2 de abril de 2013

No estacionamento, encontrei o diretor do hospital, Dr. Edgar. Pense em uma pessoa invadida pela bondade humana. Assim é o Dr. Ed, como chamamos carinhosamente.

"Então, querida, vai participar da festa?" "Festa? Que festa? Aquela perfumada que vai acontecer no salão?", perguntei eu. "Festa de quem? Do quê?"

Ele sorriu e disse "é uma longa história... vamos indo que te conto".

Passamos pelo estacionamento que já estava quase lotado. Havia algumas pessoas conversando na entrada do hospital e o vaivem de caixas, balões parecia ter diminuído. E ele me contou a linda história de DMD, o Number One, de quem falei no início.

Devagarinho vou contar pra você. O que importa saber agora que era uma festa de despedida de alguém muito querido, pela humanidade inteira (pelo jeito carinhoso como Dr. Ed falava sobre ele).

DMD ia pra África.

Àquela hora da tarde o sol brilhava bem em cima de nossas cabeças. Brilhava e se escondia, parecia brincar de esconde-esconde. "Olha eu aqui!" "Agora não estou mais."

Grossas nuvens escuras preanunciavam chuva, que poderia vir ou não. Talvez o forte vento sul que soprava desde cedo levasse-as para longe... talvez não. Nunca consigo acertar se chove ou não quando olho pro céu.

Claro, eu não perderia a oportunidade de conhecer 'essa pessoa tão bacana, tão humana, tão... tão'.

E aí a onda de melancolia ficou mais forte. 'Melancolia' significa um estado de tristeza e apatia que invade alguém. Dizem que a melancolia "é um tipo de depressão e possui os mesmos sintomas: a pessoa não se interessa por nada ao seu redor, nenhum acontecimento traz prazer ou alegria e a vida deixa de ter interesse".

Pela definição não era melancolia o que eu sentia, porque me interesso por tudo, ou quase tudo, o que acontece ao meu redor...

Na verdade, não sei explicar muito bem o que me aconteceu... um aperto no coração, talvez isso, sim acho que foi isso.

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