Soube de tudo isso um tempo depois.
Sei muito pouco sobre esse amor que une duas almas. Esse amor que não há força que derrube, que não há tempo que acabe, que não há distância que separe. Esse amor que se manterá amor em qualquer mundo deste nosso Universo. Esse amor que é um elo que jamais poderá ser desconectado. Quando Deus (e agora estou no meu momento de acreditar que há algo bem maior que chamo de Deus) determina que duas almas são uma para outra, elas são... serão pra toda a eternidade. Esse amor que mantém os pensamentos ligados pra sempre.
Acho que esse tipo de amor foi feito em outra dimensão... acho que foi uma alma só, um corpo só... e que foram, tanto uma quanto o outro, divididos e só se tornarão completos quando juntos... juntos corpo e alma.
Sei muito pouco sobre isso porque decidi há muito tempo que jamais iria deixar um amor assim se apossar de mim. Tenho domínio próprio, controle total... só entra na minha cabeça e coração o que eu deixo entrar (pensamentos, sentimentos)... e se algo do tipo me invade sem que eu perceba, expulso a pontapés e safanões.
Ele também sentiu o olhar... e tudo o que sentiu ele demorou muito pra me contar.
Beatriz pegou na minha mão e disse: 'Vamos lá... vou apresentar o dono da festa pra você'.
E meu coração parou... e depois acelerou como um louco. 'Que coisa de louco', pensei eu...'Cadê meu equilíbrio?'
Estranhamente, no resto da noite, só consegui pensar em Jorge. Só consegui querer que ele estivesse do meu lado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário