domingo, 21 de abril de 2013

Estava tocando 'Somebody that I used to know', de Gotye Feat. Kimbra. Adoro essa música... a melodia, a voz dos dois... e a letra. Que letra real, cotidiana.

Acho que ela resume a história de muita gente... Pense em um relacionamento qualquer... no início você ouve e você diz 'sou a pessoa mais feliz do mundo'... 'agora eu poderia morrer'... 'você é a pessoa certa pra mim'... etc., etc., etc., ad infinitum.

Mas nada é infinito... nem esse amor - que você julgava ser pra toda a vida. O que era amor... acho que não era bem amor... era outra coisa. Uma coisa boa, temos de admitir, mas não era Amor, com letra maiúscula.

... não sei, acho que às vezes idealizo o amor.

Mas, voltando pra aquilo que achávamos ser amor, quando percebemos não ser amor, pensamos: talvez a gente possa ser amigos... talvez.

Alguns conseguem... mas quando encontram um novo amor... aí as coisas mudam, esse novo amor tem ciúmes, ou dedicamos todo nosso tempo, energia, atenção pra esse novo amor - o que particularmente acho que é certo. E aquela amizade vai desaparecendo, desaparecendo, como o sol desaparece no fim de tarde... devagarinho, devagarinho... transformando o dia em noite.

É por essa, dentre outras razões, que eu jamais vou amar alguém. Tenho motivos suficientes, dores suficientes pra não me apegar de verdade a ninguém. Estou inteira com todos... estou inteira com ninguém.

Mas, voltando pro salão. Não sabia se procurava primeiro a morena linda ou Number One... meus olhos pulavam de pessoa em pessoa, iam de norte a sul... de leste a oeste... deram até algumas escapadelas pro jardim. Não viram nem um nem outro.

Parei pra conversar um pouquinho com minha colega e amiga Beatriz. Beatriz é ortopedista, seu consultório fica no andar de cima ao meu, temos os mesmos horários de consultório, praticamente fazemos plantões nos mesmos dias e horários, frequentamos a mesma academia... e temos... fazemos um monte de coisas igual e ao mesmo tempo.

Mas há entre nós um diferença: ela crê 100% de seu tempo em Deus... eu... bem, eu nem sei se creio ou não creio. Como já disse: às vezes Ele parece tão real que é possível tocá-lo... noutras simplesmente é inadimissível que Ele exista - dado o mundo que aí está.

E fiquei aí conversando com minha amiga que quase esqueci do real motivo de eu estar tão enfeitada pra aquela festa.

 

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