quarta-feira, 10 de abril de 2013

Claro que fiquei tentada a perguntar se ela iria a festa do ilustre 'desconhecido'... só tentada. Faltou-me a coragem que há nela.

Em minha sala o laptot já estava ligado... com um clique apareceu a tela com as informações sobre minhas atividades até o fim do dia. Minha secretária é simplesmente exemplar.

Consulta... consulta... paciente desmarcou consulta... ops, isso é ótimo. Estou curiosa demais pra conhecer o Mister 'desconhecido', vou aproveitar esse horário livre pra fazer uma pesquisa no Google... facebook... sei lá mais o quê. Vou descobrir tudinho desse amado de todos.

Os dois atendimentos foram tranquilos... ambos eram retorno para acompanhamento e, graças a Deus, o tratamento estava surtindo efeito e os efeitos colaterais eram perfeitamente contornáveis, aceitáveis, conviváveis (acabei de inventar esta palavra, não procure o significado no dicionário porque lá ela não está).

Mas, se você ficou curios@ para saber o que quer dizer, eu explico.

Há efeitos colaterais que quase matam a pessoa fisica ou psicologicamente. Há efeitos colaterais 'conviváveis', quer dizer, dá pra conviver com eles tranquilamente. Dependendo do medicamento, há diminuição da ânsia, queda de cabelo, diarreia. E essas minhas duas pacientes estavam no quadro daquelas que reagem bem ao medicamento receitado... Melhor qualidade de vida.

Melhor qualidade de vida. Ou uma vida com qualidade, ou morte... pra mim é assim. Há tratamentos aos quais meus pacientes são submetidos que jamais eu receitaria pra mim. Não tenho medo da morte..portanto, ou vida com qualidade, ou morte. Mas, é claro, há pessoas que não pensam assim e, então, submetem-se a qualquer tipo de tratamento. Agarram-se à vida com todas as suas forças e vão vivendo do jeito que dá.

Eu... não. Se um dia a doença chegar, vai chegar e me matar... não encontrará resistência nenhuma em mim.

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