quarta-feira, 15 de maio de 2013

O dia seguinte da festa de despedida de Number One:

5 horas... acordei, virei pra um lado, pra outro... depois pra outro. Tentei me asfixiar com o travesseiro pra ver se o sono voltava, nada... perdi o sono, definitivamente.

5:15 - levantei, coloquei moleton e tênis.

5:25 - estava correndo na praia.

O ar frio, a areia molhada, o barulho do mar... lá longe um fiozinho do sol começava a dar as caras.

6:25 - entrei no mar de roupa e tudo, exausta.

Estou correndo do quê?

Chorei, chorei, chorei... fazia tempo que eu não chorava assim. Controlo minhas lágrimas, elas só escorrem pelo meu rosto quando deixo, ou quando não aguento mais. Definitivamente: não aguento mais.

7:15 - Suco de laranja e ovo molinho bem quentinho.

7:25 - Carro em disparada - já disse que corro... corro mesmo - mas respeito o limite de velocidade: estou sempre no limite.

7:50 - Túnel .... acidente (nada grave soube depois pelo noticiário só mais um congestionamento e algumas pernas e braços quebrados) - vou chegar atrasada à clínica.

8:45 - Atendo com atraso meu primeiro paciente.

11:50 - Atendo meu último paciente... com atraso também.

Mas ninguém reclamou. Ainda bem.

12:15 - Entro no elevador - cheiro de festa.

12:17 - Hall de entrada - cheiro de festa.

Não resisti... fui em direção do salão. Segui o cheiro de festa, que ficava cada vez mais forte e me chamava com seu sabor adocicado.

Segui a direção errada; era para eu sair pela porta da frente, sem olhar pra trás, sem me importar com o cheiro de festa, sem me importar de que Number One passou por alguns segundos por minha vida.

Mas, não, eu com a minha idiota teimosia... o que que eu estava pensando? Que iria encontrá-lo no salão?

Definitivamente a gente não tem controle de nada o que acontece na vida da gente. E eu disse: a vi-da é da gen-te... ou não é?

12:22 - ??

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