quinta-feira, 30 de maio de 2013

Embora as nuvens cobrissem o sol por boa parte do tempo, de quando em quando ele aparecia... estava quente. Um calor ameno, nada sufocante.

Tirei as sandálias e molhei os pés na água do mar. Consciente cada vez mais da presença de Noa. Inconsciente do que realmente estava acontecendo. Eu estava feliz, eu sentia paz... estava no lugar certo, na hora certa, com o cara certo. Estava tudo tão bem.

'Vou dar um mergulho... o último mergulho em mares brasileiros', falou Noa, mais de si para si do que para mim. Naquele momento, pareceu-me que ele estava só, só com ele mesmo... era como se eu não estivesse ali com ele. 'Você quer entrar na água?', perguntou ele olhando para mim.

É nesse momento que a mocinha do filme deixa escorregar o vestido até o chão. Aparece em roupas íntimas maravilhosamente perfeitas, em um corpo maravilhosamente perfeito... e em câmera lenta entra no mar.... linda... linda...

Só em sonhos... ou em filmes. Ali, naquele momento, era vida real.... Não havia mocinha linda, só eu mesma... e recatada demais para ficar diante de um homem em um primeiro encontro - que não era necessariamente um encontro - seminua... não eu.

Fiz que não com a cabeça e, com a mão fiz sinal de que o mar era todo dele. Noa entrou na água e, em um mergulho, desapareceu, para aparecer lá na frente... depois das ondas.

Um menino com um brinquedo novo... foi a imagem que ficou gravada... congelada em minha mente, e, claro, pelas lentes de meu celular.

Sentei na areia e fiquei no presente, inteira. Toda eu estava ali... com todos os sentidos à flor da pele.

O que me será cobrado depois de toda essa paz?

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