segunda-feira, 13 de maio de 2013

Gosto de arte. Tenho uma admiração imensa pela criação: de um quadro, uma escultura... meu escultor preferido: Rodin.

Um bloco de pedra, de granito, da mármore... um pouco de gesso... inspiração e de dentro sai uma maravilha. Fico me perguntando em que momento o escultor vê sua obra pronta?  Antes de ela nascer em suas mãos... ou ele se deixa surpreender com o produto final como nós - os admiradores? Deve ser simplesmente fantátisco esculpir, dar forma ao informe.

O tempo foi passando e eu fui me aperfeiçoando na arte de esquecer.

Mas quando visito museus, a lembrança de papai é tão forte que não consigo deixá-lo do lado de fora.... ele me acompanha, segue ao meu lado e ouço sua voz me explicando tudinho, tudinho.

Será que ainda tenho alguma esperança? Não, claro que não... levou tempo, mas eu consegui me desgarrar de qualquer esperança.

Cultivei o desapego... li em algum lugar que há situações em nossas vidas em que 'somos obrigados a perder cascas' - como cebola rs... As cascas servem de proteção enquanto é necessário; quando você precisa usar a cebola a casca não serve pra nada, tem de jogar fora.

Acho que é mais ou menos assim na nossa vida: temos várias camadas de casca... conforme a situação tiramos e jogamos fora uma ou duas... até chegarmos à essência.

Aprendi a cultivar o desapego pra tornar a vida vivível... não que eu tenha gostado da experiência, mas aprendi e me acostumei... deixo pra trás o que não preciso.

Minimalista e desapegada.... tudo a ver. Daí, viver é bem simples.

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