sexta-feira, 29 de março de 2013

Será que escolhemos nascer? Será que escolhemos morrer?

Talvez em algum reino desconhecido aos nossos sentidos, há um momento em que você diz: "Sim, eu quero ser... eu quero nascer." E a partir daquele momento, as coisas no Universo todo vão se ajeitando, conspirando para que você seja você. Tudo se arruma direitinho pra recebê-lo neste nosso planeta.

Será que há alguém responsável por eu ser quem sou? Um Deus? Um criador de tudo? Nunca tenho certeza de que exista um criador, nem de que não exista. A vida me diz que sim. Não toda ela, é claro. Há alguns aspectos da vida que claramente me dizem: não há criador nenhum... há o caos inicial, o caos presente e o caos final. E só.

Já a morte me diz que não. É impossível um criador - pelo menos não como pintado na Bíblia. Sim, já li a Bíblia todinha em busca de resposta...

Mas o que sei é que, havendo ou não um criador, escolhendo eu para nascer ou não, fui presenteada com Jorge. Passar horas com ele era o meu maior prazer, sempre.

Sentados à 'nossa mesa', como ele sempre dizia, almoçamos, conversamos, rimos... O tempo, definitivamente, é relativo... fiquei com Jorge uma hora que passou em cinco minutos.

Tive de voltar pro hospital, onde me esperavam cinco consultas e oito visitas aos meus pacientes  em estado terminal.

Também me esperava a mais bela surpresa com que a vida me presenteou.

Continua...

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