sábado, 30 de março de 2013

Na minha volta ao hospital uma onda de melancolia me invadiu. Era uma hora deliciosa do dia... o comecinho da tarde, a SC não estava muito movimentada e eu podia até me distrair olhando as montanhas verdes e amarelas ao longe... seguir os bandos de aves que vez ou outra passavam alheios a tudo ao seu redor. Certo, um olho se mantinha fixo na estrada.

Melancolia...."é a felicidade de estar triste", diz Victor Hugo. Minha melancolia é mais alegre do que triste, mesmo, nunca a deixo mergulhar-me no desespero. Tenho-a sob controle total. Deixo chegar, me invadir, permanecer o suficiente pra não me fazer sofrer. Depois mando-a pra outras terras, navegar outros mares. A minha melancolia, quando me separo de Jorge, é eterna, sagrada e doce.

Essa coisa de destino... não entendo muito bem. Cada um tem um destino, certo? Determinado por quem? Qual é o meu destino?

O Jorge seria o companheiro ideal. Tem tantas qualidades, gosta de tanta coisa de que eu também gosto, tem vida... uma vida que procuro por todos os cantos. Só nele até hoje encontrei vida assim. Vida que me completa, que me preenche, que me satisfaz. Com ele é como se eu tivesse voltado pra casa e que não precisava mais buscar nada. Paz... é o que Jorge me traz.

Mas ele segue um caminho diferente do meu. Ou melhor, sigo eu um caminho diferente do dele. Por quê? Quem escreveu esse meu destino? Eu queria que meu destino fosse o Jorge. Seria tão fácil. Seria tão perfeito. Seria tão certo.

Continua....

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