quarta-feira, 26 de junho de 2013

Acordei no meio da noite... Eram 4 horas... daí a três horas, Noa deixaria o Brasil. O sono foi embora... tentei me concentrar no livro que estava relendo pela terceira vez ''Todos os homens são mortais''... parei quando me dei conta de ter passado duas páginas e de não lembrar nada do que recém havia lido...

Google... li alguns artigos de Noa... passei as fotos pro face e fiquei na página de Noa. Analisei cada pedacinho dela pra ver se eu conseguia arrancar mais e mais informações, pra ver se conseguia torná-lo real na minha vida...

Sinceramente, não fossem as imagens congeladas pelo meu celular... eu juro que pensaria que tudo havia passado de um sonho. Foram mais ou menos dez horas que passamos juntos... e ao mesmo tempo que parecia que tinha sido uma vida inteira... parecia nada.. parecia um momento tão fugaz, tão efêmero... que não valia nada gastar energia relembrando cada segundo, cada gesto, cada sorriso - sorriso mais maravilhoso do mundo... nos lábios e nos olhos.

Fui pra página da linda morena... e senti um ciúmes enorme do tempo que ela havia passado com ele, do que ela conhecia dele e que eu jamais saberia... voltei  pra página dele.

A capa estava diferente... meu coração bateu acelerado como nunca. Era uma das fotos da luminosidade suave do último  pôr do sol de Noa aqui no Brasil... segurei o choro.

Uma coisa eu decidi: nunca me apaixonaria, nunca amaria ninguém, mesmo. Mais uma coisa decidi: nunca choraria por um homem se eu me apaixonasse por ele e fosse um amor não correspondido...

Você pode estar vendo contradições na frase anterior... não, não há nenhuma contradição.

Eu decido um monte de coisas. Mas eu não sou ingênua a ponto de pensar que se decidi está decidido, e o Universo... ou um ser superior que nós pobres mortais... vai acatar humildemente as minhas vontades... milhares de planos já fiz, milhares de decisões já tomei... e milhares foram exatamente pelo ralo.

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